É um absurdo vivermos hoje num período de avanços inigualáveis dos processos tecnológicos, sociais e culturais numa margem de 30 anos e nos depararmos com uma regressão do ponto de vista da criatividade e da arte em si. Estou falando das propagandas sem nenhuma preocupação, ou melhor, um engajamento sociopolítico de se tornar um representante, ou um porta-voz da sociedade apenas de consumo. Sabemos da existência de órgãos regulamentadores como o Conar, que servem para criar um equilíbrio entre o ético e a criatividade e o objetivo de venda.
Gostaria de saber daonde vem essas idéias. Se elas partem primeiramente dos criadores da agência ou se é uma iniciativa do cliente? Será que o briefing expõe fielmente as necessidades do cliente? Será que o atendimento soube passar para a criação essas necessidades de forma que ela entenda o que deve ser passado atraés de uma peça publicitária? Outro fator tão importante quanto a ética da propaganda, é saber se as empresas que se prestam à isso se preocupam com a sua imagem corporativa.
Esses questionamentos vão nos levar à inúmeros posts e reflexões, o que acho não deveriam se limitar apenas aqui no blog, ou na internet. Por que não criar um debate na esfera pública, como acontece nesses fóruns sociais, nos seminários de publicidade e marketing, nos simpósios e congressos de comunicação em geral?
Pretendo começar com uma coletânea de propagandas onde não há nenhuma preocupação com a ética e a moral, nem o respeito a sociedade que é obrigada a assistir a isso tudo.
Próximo post: Campanha da grife italiana Relish
A Rhodia, uma das líderes mundiais no setor químico, lançou esta semana sua nova identidade visual em comemoração aos 90 anos de atuação no Brasil. A nova marca tem como propósito reafirmar seu compromisso da empresa com a sustentabilidade.
A campanha do Hortifruti inspirada em filmes de Hollywood, para mim, deveria ter sido num espaço curto de tempo. Três meses, no máximo um semestre. Eles tiveram uma boa repercussão com a campanha de “Cascas” e logo em seguida, partiram para a atual campanha que não perde uma oportunidade em fazer uma paródia com algum legume, fruta ou verduras.
A guerra na Faixa de Gaza não será lembrada apenas pela maneira de se guerrear (ataques de pontos diferentes, graças à facilidade de mobilizar e desmobilizar bases de lançamento de foguetes palestinos) e sim pelo acompanhamento em tempo real das mídias não tradicionais. Temos três grandes protagonistas no meio virtual: A Al Jazeera; a IDF (Israel Defense Forces) e o Consulado de Israel em Nova Iorque.


